Redirecionamento de Portas, Como testar corretamente:

Em diversos cenários de suporte técnico e configurações de rede, é comum surgir a dúvida:

“A porta foi realmente liberada no roteador?”

Essa situação é ainda mais frequente quando diferentes equipes estão envolvidas, como redes e desenvolvimento, e o sistema ou serviço configurado não responde externamente, mesmo após o redirecionamento de portas ter sido supostamente concluído.

Para eliminar incertezas e evitar diagnósticos imprecisos, o ideal é realizar um teste técnico completo que comprove, de forma prática, que a configuração de rede está correta e que o problema pode estar na aplicação que deveria estar escutando a porta.

Neste artigo, você aprenderá , usando ferramentas simples como o Port Listener e sites de Port Checking.

Como testar corretamente o redirecionamento de portas no Windows

Esse processo é útil tanto para validar configurações em ambientes domésticos (como câmeras IP ou jogos online) quanto para ambientes corporativos, onde é necessário comprovar tecnicamente que a rede está operando conforme esperado.

 

Veja como testar corretamente no Windows:

Redirecionamento de portas é um assunto muito difundido e pode-se encontrar milhares de procedimentos aqui na Internet.

Porém pouco se fala de como testar e certificar o real funcionamento da porta na rede, ou seja, se ela realmente está aberta e sendo “ouvida” (Listen) para a perfeita comunicação de sua aplicação.

Veja a seguir como testar e verificar se tudo está correto, seja na sua rede local como na Internet, para que tudo realmente funcione.

Primeiramente você deve certificar que a porta esteja em estado de escuta “LISTENING”, em nosso exemplo usaremos a porta 16100 e através do comando Netstat diretamente do Prompt de comandos do Windows iremos digitar:

Teste de Redirecionamento de Portas

Perceba que o comando não retornou nenhuma informação, logo a porta 16100 não está “Escutando” ou seja não há nenhuma aplicação em sua máquina utilizando essa porta.

Através do utilitário Port Listener v1.02, você poderá facilmente testar a porta por você especificada, seja usando o protocolo TCP ou UDP.

Esta ferramenta permite simular uma aplicação em seu micro/servidor, basta selecionar o protocolo e especificar a porta e clicar no botão “Start”.

Teste de Redirecionamento de Portas

Será aberto uma nova janela informando que a porta especificada está escutando via protocolo escolhido:

Para confirmar, retorne no prompt de comando do Windows aplique novamente o comando Netstat:

Veja que ele agora retornou o estado de “LISTENING”, o que confirma que a porta está aberta e funcionando normalmente de forma local em seu servidor.

Agora resta apenas confirmar se está porta está acessível externamente, ou seja, pela Internet.

Para esse passo você necessita configurar seu Modem/Roteador, e um exemplo de configuração pode ser visto aqui: Como configurar portas no modem da HGU Askey Vivo.

Com o seu equipamento de Internet devidamente configurado, utilizaremos uma ferramenta online para confirmar se realmente a porta está acessível externamente, assim utilizaremos a ferramenta Port Checker.

Ao acessar a ferramenta, ela já indicará o seu IP público, porém para não haver erros, é muito importante que você confirme em seu Modem/Roteador:

Assim é só entrar com seu IP e a porta que deseja verificar e clicar no botão “Check”.

Se todas as configurações estirem corretas, a ferramenta retorna que a porta está devidamente aberta e, portanto, apta a estabelecer comunicação externa.

 

Conclusão:

Quando uma aplicação não está acessível externamente, é natural que surjam dúvidas sobre o funcionamento do redirecionamento de portas.

No entanto, como vimos neste artigo, é possível testar de forma objetiva e funcional se a porta realmente está liberada e escutando, usando ferramentas simples e acessíveis.

Ao simular um serviço com o Port Listener e validar o tráfego com ferramentas online, o técnico consegue comprovar que a configuração de rede foi realizada corretamente, descartando falhas na infraestrutura.

Com isso, o foco da investigação pode ser direcionado para onde realmente importa: a aplicação, o serviço ou o ambiente interno do servidor.

Esse procedimento evita retrabalho, reduz conflitos entre equipes técnicas e promove uma abordagem mais eficiente na resolução de problemas de conectividade.

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